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Renda variável atrai investidores

14/02/2018

O achatamento da taxa de juros deixou o investidor brasileiro mais atento. O ciclo de queda da Selic, que nesta quarta-feira, 7, desceu mais um degrau, a 6,75% ao ano, esmagou a rentabilidade de boa parte dos ativos de renda fixa - que antes eram sinônimo de ganho fácil. Produtos como o Tesouro Selic, CDBs e fundos DI com taxas de administração mais salgadas agora se igualam ou até perdem para a caderneta de poupança, instigando até o investidor mais conservador a dar seus primeiros passos na renda variável.

De acordo com levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), fundos de renda fixa com resgate de seis meses a um ano só ganham da poupança quando a taxa de administração é menor que 1% ao ano. Acima de dois anos, os fundos só são vantajosos se tiverem taxas de até 1,5% ao ano. A poupança agora sai na frente desses produtos pois é isenta de Imposto de Renda (IR).

Segundo cálculos da professora de finanças, Betty Grobman, descontado o IR, uma aplicação de R$ 10 mil num CDB de um banco de grande porte que rende 89% do CDI (taxa que anda de mãos dadas com a Selic) daria um retorno, em um ano, de R$ 10.472,80 - praticamente o mesmo que a poupança, que renderia no período R$ 10.472.50. O cardápio dos investimentos mais conservadores só fica mais interessante quando se olha os produtos de bancos menores - que, por apresentarem mais risco, oferecem um ganho maior, com rendimento acima de 100% do CDI.

"Com esse movimento dos juros, os bancos serão forçados a baixar as taxas de administração de seus fundos de renda fixa, à medida que crescerem os resgates dessas aplicações", afirmam especialistas. "A Selic caiu muito, mas as taxas estão praticamente no mesmo patamar, de 2% a 3% ao ano."

A diminuição dos retornos, aliada ao bom desempenho da Bolsa nos últimos meses, tem incentivado o investidor a dar seus primeiros passos em produtos de renda variável. Colocar um pé no risco. É o caso da investidora Ana Beatriz Esteves, que diversificou de maneira expressiva seus investimentos. "Eu investia apenas em renda rixa atrelada ao CDI ou à inflação. Com a taxa em constante queda, pude criar mais confiança e assim, no final do ano passado, comecei em fundos multimercado, de ações e fundos imobiliários", conta. Hoje, 40% de sua carteira é de renda variável.

Para entrar neste mercado mais arriscado, é bom contar com assessoria de especialistas. Pessoas que acompanham de perto as oscilações do mercado. Por isso, entre em contato com seu consultor InterInvest antes de qualquer investimento.


FONTE: http://atarde.uol.com.br/economia/noticias/1934559-com-juro-baixo-conservador-se-arrisca-em-renda-variavel

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