NOTÍCIAS

Fundos imobiliários vale a pena?

12/09/2018

Outra vantagem dos fundos imobiliários é a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos. Porém, a venda das cotas com lucro é taxada em 20%. Além disso, esses fundos podem cobrar taxas de administração, gestão e performance.
 
Segundo Ricardo Almendra, sócio da gestora RBR Assetos, os fundos imobiliários pegaram carona nos últimos anos na busca por investimentos que pagassem acima da taxa básica de juros, a Selic, que passou de dois dígitos para os atuais 6,5% ao ano, seu menor patamar histórico.
 
“Com o aumento da demanda por imóveis, os preços das cotas dos fundos ainda podem subir um pouco mais, mas a rentabilidade tende a se estabilizar em algum momento. No entanto, o investimento ainda tem boas perspectivas para os próximos anos, com o aumento de aluguel de espaços em escritórios, shoppings e galpões logísticos”, diz Almendra.
 
Gustavo Bueno, head de análise de fundos imobiliários da XP Investimentos, ressalta que a recuperação no mercado imobiliário ainda está só começando. “A taxa de desocupação [chamada de vacância] das lajes corporativas ainda é alta, mas já começou a cair e deve seguir caindo”, diz. “Não temos novos lançamentos de empreendimentos, o que ajuda a taxa de vacância a diminuir, aumentando os aluguéis e, consequentemente, a remuneração dos cotistas.”
 
Os fundos imobiliários, segundo Bueno, são uma alternativa para quem quer dar o primeiro passo na renda variável. Eles são mais arriscados que a renda fixa e, consequentemente, podem oferecer retorno maior, mas não são tão voláteis quanto as ações. “A volatilidade dos fundos imobiliários é a metade da volatilidade do Ibovespa, por exemplo, ou até menos.”
 
Ao aplicar em fundos imobiliários, o ideal é o que investidor já tenha uma reserva financeira de segurança na renda fixa, que possa resgatar a qualquer momento. Os fundos imobiliários são investimentos de médio ou longo prazo, ou seja, o investidor deve manter o dinheiro aplicado por no mínimo alguns anos para conseguir retornos atrativos.
 
Como escolher o fundo
 
Na hora de escolher o fundo imobiliário, os especialistas aconselham olhar para outros fatores mais importantes do que a rentabilidade passada. “Quanto maior o retorno, mais arriscado o fundo tende a ser”, diz Almendra, da RBR.
 
A principal recomendação dos especialistas é pôr a mão na massa e investigar a localização e a qualidade dos imóveis. Elas são responsáveis por fazer o investimento dar lucro no futuro. Atualmente, é melhor priorizar prédios comerciais em São Paulo, por exemplo, e fugir do Rio de Janeiro, onde fundos deram prejuízo durante a crise enfrentada no estado.
 
Em relação à qualidade do imóvel, é indispensável se informar sobre a taxa de desocupação e a inadimplência. Quanto maior o número de locatários, melhor. Custo do condomínio alto também afeta o retorno do fundo.
 
“Uma outra dica importante é verificar que tipo de contrato de aluguel os locatários assinaram. Às vezes, quando você checa a taxa de desocupação e inadimplência, elas podem estar baixas. Mas o cenário pode mudar de uma hora para outra”, alerta Thiago Schietti, sócio da gestora Horus GGR. “Uma saída para isso seria checar se os empreendimentos possuem contratos de locação atípicos, que podem incluir seguros contra o término antecipado do contrato ou prazos bem mais longos.”
 
Além disso, quanto mais diversificado for o fundo, melhor. O pequeno investidor, segundo os especialistas, deve fugir dos fundos monoativos, que investem em apenas um imóvel. Também é recomendável investir em fundos imobiliários de gestores com história no mercado, que tenha oferecido taxas de retorno consistentes nos últimos anos. O tamanho do patrimônio líquido do fundo é igualmente importante.
 
Se o investidor for aplicar em fundos que investem em papéis de renda fixa ligados ao setor imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), é preciso saber que eles podem ser menos rentáveis pelo fato de a taxa básica de juros estar em seu menor patamar histórico. No entanto, eles são interessantes para diversificar a carteira do investidor.
 
Quando o fundo investe em CRIs, é preciso se informar sobre o histórico do emissor e o seu risco de crédito. Os CRIs são emitidos diretamente pelas empresas e o risco de investir nesses papéis é maior, já que eles não são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante até 250 mil reais ao investidor se o banco quebrar.
Entenda mais sobre o risco dos CRIs entrando em contato com um consultor Interinvest.

FONTE: https://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/fundo-imobiliario-bate-recorde-de-cotistas-vale-a-pena/
 

Entre em contato