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Os novos produtos da bolsa brasileira que devem beneficiar o investidor

12/09/2018

A B3 anunciou na última semana uma série de iniciativas que devem ser implementadas nos próximos 18 meses. Dentre as 44 novidades, as que mais devem impactar positivamente o mercado de varejo são os Contratos Futuros de Ações e os Microcontratos Futuros de Standard & Poors 500. A opinião é do sócio e head de renda variável da XP, Raony Rossetti.
 
Rossetti explica que nos últimos anos houve um crescimento de minicontratos negociados no mercado. Desde 2016, por exemplo, o crescimento do volume de operações com estes contratos foi de quase três vezes o aumento do número de investidores na bolsa. “Ficou muito nítido que o público trader, que também olha para os mercados futuros - sobretudo os minicontratos - cresceu de forma gritante [em relação ao público que compra ações para o longo prazo]”, diz.
 
A entrada dos futuros de ações deve se fortalecer, segundo ele, devido à simplicidade operacional (facilitada através do mecanismo de reajuste diário), à alavancagem (o cliente consegue alavancar mais no mercado futuro do que consegue com ações à vista) e ao histórico de liquidez dos minicontratos, que também deve aumentar.
 
Essa iniciativa, segundo ele, não deve inibir o mercado de ações, visto que se trata de perfis de investidores diferentes. “O investidor de longo prazo que investe em ação deve continuar comprando ações; e os market makers (formadores de mercado), vão precisar comprar e vender ações para darem liquidez para os futuros. Então os dois mercados devem crescer, mesmo que em velocidades diferentes”, explica. Segundo ele, ao mesmo tempo que o mercado de aluguel de ações pode ser reduzido entre o investidor pessoa física, ele cresce muito no institucional.
 
Outro fator de atração para o investimento nos contratos futuros de ações é a redução dos custos operacionais. Além de valores reduzidos na corretagem, os minicontratos são mais baratos que os ativos à vista, saindo menos dinheiro do bolso do cliente para fazer operações.
 
Com relação aos contratos de S&P, trata-se de uma excelente forma dos investidores brasileiros investirem em ações de grandes empresas americanas. Com a criação dos microcontratos isso ficará ainda melhor. Atualmente a variação de um único ponto do contrato de S&P vale US$ 50, valor ainda muito alto para a maioria dos investidores pessoa física. Contudo, com o microcontrato, este valor deverá ser substancialmente inferior, de apenas US$ 2,50. Vale lembrar que a variação mínima é de 0,25 ponto.
 
“Este minicontrato é oportunidade para os investidores terem exposição internacional. A variação do minicontrato de dólar está muito exposta a fatores macroeconômicos e políticos do Brasil. Quando se investe no microcontrato de S&P a exposição a estes fatores é menor. Eu acho que vai ser um golaço”, diz Rossetti.
 
Agora que você entendeu um pouco mais sobre esses novos produtos, invista com a Interinvest.

FONTE: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/7603128/golaco-da-b3-os-novos-produtos-da-bolsa-brasileira-que-devem-beneficiar-o-investidor-
 

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