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Previdência Privada: muito melhor do que parece!

22/01/2019

Modalidade cresceu 30% em 2018. Concorrência beneficia investidor             

André Krueger
Especialista em investimentos da Interinvest
 
Isso mesmo, pode até não parecer, mas a previdência privada é tão popular quanto a poupança para o brasileiro.

Dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) apontam um crescimento de 30% nesta modalidade de investimento em 2018, superando os R$ 800 bilhões em aplicações na Previdência Complementar Aberta.

Porém esse grande volume de investimentos está concentrado em poucos bancos.
Opções não faltam, mas a alta concentração prejudica o investidor, que precisa ter mais atenção do que parece na hora de escolher um plano que atenda aos seus objetivos. Deve-se planejar muito bem antes de tomar a decisão final e aplicar.

Destacam-se três fatores que precisam ser levados em conta no momento do investimento. São eles:

  • Tipo de plano, se PGBL ou VGBL.
  • Tipo de tributação, se progressiva ou regressiva.
  • Fundo para alocação do recurso.

Diferença entre o PGBL e VGBL
O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é ideal para quem faz a declaração completa do IR e/ou tem renda alta, pois permite abater da base de cálculo do Imposto de Renda (IR) os aportes até o limite máximo de 12% da renda bruta tributável. É muito utilizado no planejamento fiscal, pois o IR é diferido, mas ao realizar um resgate o IR incidirá sobre o valor total resgatado (contribuições e rendimentos).

Já o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) tem como objetivo acumulação de reserva para o participante. Neste plano, as contribuições não são dedutíveis da base de cálculo do IR do participante. No momento do resgate dos recursos (contratação de renda ou resgate), o IR incidirá apenas sobre os rendimentos, sendo ideal para que declara o IR no modelo simplificado, já contribui com o limite de 12% dedutíveis da base de cálculo do IR em um PGBL e deseja contribuir além, ou para quem não tem renda a declarar.
 
Diferença entre a tabela Progressiva e Regressiva
Na tabela Progressiva, no momento do resgate, total ou parcial do recurso, será retido na fonte de 15% de IR, a título de antecipação, com ajuste na Declaração Anual, podendo ser restituído, ou ainda haver  diferença à pagar até o limite dos 27,5%, dependendo de cada situação em particular, conforme tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física.

Já a tabela regressiva é ideal para o contribuinte que tem planos de longo prazo ou pretende resgatar o dinheiro após 10 anos. Quanto maior o tempo que ele permanecer no plano, menor será a alíquota do Imposto de Renda, seguindo conforme a regra a seguir:
  • Até 2 anos: 35%
  • Entre 2 e 4 anos: 30%
  • Entre 4 e 6 anos: 25%
  • Entre 6 e 8 anos: 20%
  • Entre 8 e 10 anos: 15%
  • Acima de 10 anos: 10% 

Escolhendo o fundo de investimentos ideal
Cada fundo de investimento tem sua particularidade e exigirá um estudo muito detalhado do perfil e objetivo do investidor. Optar inicialmente pelos fundos que não cobram taxa de carregamento, seja na entrada ou saída, que tenham taxa de administração baixa e tenha um gestor reconhecido, certamente trará vantagens no longo prazo ao investidor.

Os maiores fundos de previdência oferecidos por grandes bancos apresentam altos custos e desempenho muito abaixo do CDI, prejudicando o investidor, porém a entrada de gestores independentes nos últimos meses nesse mercado com pouca concorrência, trouxe muitos benefícios aos investidores que agora tem acesso aos fundos mais rentáveis e exclusivos de gestores renomados.

O mercado também possibilita ao investidor comparar a rentabilidade do fundo que eventualmente já tenha com outros de mesma categoria, para saber se está ou não apresentando boa rentabilidade. Se for de interesse, pode inclusive optar pela portabilidade, geralmente sem custos. A portabilidade inclusive é um processo simples, totalmente eletrônico em algumas plataformas de investimentos, sem necessidade de realização de resgates e também sem tributação.
 
A Previdência Privada oferece:
  • Benefício fiscal no curto prazo: Para investidores que utilizam formulário completo para declarar Imposto de Renda (IR), há a possibilidade de abatimento fiscal das aplicações no plano PGBL.
  • Benefício fiscal no longo prazo: O seu plano pode atingir apenas 10% de Imposto de Renda após 10 anos, sendo a tributação regressiva indicada para investidores com perfil de longo prazo.
  • Sem come-cotas: A previdência não possui come-cotas, que é a antecipação do Imposto de Renda sobre o ganho de capital dos fundos de investimento.
  • Flexibilidade: Você pode trocar seu fundo e seguradora sem ter que resgatar, pagar Imposto de Renda e reaplicar. Isso permite realocar sua carteira de investimentos facilmente.
  • Liquidez facilitada: É possível realizar retiradas mensais ou resgatar totalmente o seu plano ao final do período. O participante não é obrigado, necessariamente, a contratar uma renda, podendo rentabilizar o patrimônio mesmo após a aposentadoria.
  • Sucessão Patrimonial: A indicação e o percentual para cada beneficiário é de livre escolha, desde que respeitada a herança legítima. O patrimônio é transferido sem burocracia para os herdeiros e, em alguns casos como em SC, sem incidência de imposto de transferência (ITCMD). Como não passa por inventário, tal transferência pode ser realizada sem custos advocatícios.
  • Segurança: Apesar de não contar com cobertura do FGC, as seguradoras são fiscalizadas rigidamente pela SUSEP (SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS), que é responsável por fazer o acompanhamento da situação econômico-financeira. Também contam com reservas técnicas,
    resseguro e não são submetidas à Lei de Falências. No caso extremo em que uma seguradora tenha um processo de intervenção ou liquidação, a SUSEP atuará para capitalização e reorganização da seguradora em crise.

Para saber mais sobre planos de Previdência Privada e outros investimentos, acesse www.interinvest.com.br/invista
 

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