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As criptomoedas mais promissoras para ficar de olho nos próximos meses

07/10/2021

Quando você monta uma carteira de investimentos, precisa pensar em ativos que valorizam e protegem seu patrimônio. Atualmente, esses investimentos devem ir além da renda fixa e renda variável e considerar reservas de valor para preservação do poder de compra futuro. Um exemplo são as criptomoedas, mais especificamente as altcoins, criptomoedas alternativas ao Bitcoin. São ativos que o investidor não pode ignorar nesse momento da história.

Estamos vivendo tempos turbulentos com a inflação ameaçando diversos países, não só o Brasil. De 2020 até agora, o governo norte-americano imprimiu US$ 6 trilhões. Com a emissão e, portanto, maior circulação de dinheiro na economia para a mesma produção, a inflação dispara e desvaloriza a moeda.

Em 2008, durante a crise do subprime norte-americano, o Bitcoin foi criado como alternativa ao dólar, que afundava naquela época. É o que explica João Canhada, CEO da Foxbit: “O dólar perderá a hegemonia e as pessoas vão querer usar a moeda digital, se elas forem confiáveis. A tecnologia deve criar soluções para deixar as coisas mais fáceis e ensinar as pessoas a enxergarem como a inflação é maléfica para o bolso. Daqui pra a frente teremos muito mais instabilidade monetária e política – e uma forma de se proteger é tendo uma pequena parte da carteira em criptos”, prevê.

“Com as criptomoedas estamos presenciando a descentralização das finanças, a separação do Estado – dinheiro. Um dos maiores controles que existe na sociedade é o da emissão de moeda. Se o Facebook criasse uma moeda, causaria um problema imenso aos governos. Imagine a Dona Maria que vende doce de leite numa comunidade dessa rede social, usando a moeda que o Facebook ofereceria para ela dentro de uma cesta de moedas digitais. Quanto tempo ela demoraria para ela perceber que o dinheiro do Face, cujo valor não sofre a oscilação de políticas monetárias, compra mais carne no açougue do que o dinheiro do PIX, que é corroído pela inflação? Essas criptos têm a possibilidade de reduzir a desigualdade no país. E tudo isso era só conceito em 2014. Hoje pode se tornar real”, considera.

Como escolher um bom projeto de criptomoeda?

Treze anos e uma pandemia depois da criação da primeira criptomoeda, o Bitcoin, temos mais de doze mil moedas digitais que prometem resolver diferentes problemas do mundo real. Porém, é preciso estar atento já que muitas são de má qualidade. Por outro lado, existem projetos que merecem um olhar mais atento.

Hoje existem ETFs de criptos sendo negociados por bancos e vemos clube de futebol comprando e pagando salários de jogadores – como o caso de Lionel Messi.

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Mas, apesar do mercado de criptos estar evoluindo muito rápido e não sofrer movimentos inflacionários de um país específico, as turbulências mundiais na economia afetam a cotação. E é aqui que se encontram algumas boas oportunidade de compras de moedas digitais.

Assim como nas ações, uma característica das moedas digitais é a possibilidade de comprar apenas uma fração de uma criptomoeda para alcançar bons ganhos. Mas faz-se necessário identificar os projetos mais promissores para o longo prazo. Ou seja, os que têm grandes chances de valorização e que continuarão existindo no futuro.

Abaixo, algumas das criptomoedas que estão entre as mais promissoras para os próximos meses

DOT

DOT é a criptomoeda que roda dentro da blockchain Polkadot.

A proposta desta blockchain é integrar todas as criptomoedas para que diferentes blockchains consigam fazer transações entre si. Fundada em 2016 por Gavin Wood, que é um dos cofundadores da rede Ethereum, a DOT teve, no início de 2020, sua primeira versão lançada. Em julho do mesmo ano foram concluídos mais testes e em agosto de 2020 o protocolo foi passado para a sua comunidade de fato, os detentores de tokens. Em doze meses já acumulou uma valorização de 525% e está cotada atualmente em US$ 28, cerca de R$ 152,00.

A Polkadot quer revolucionar o mercado tornando-o cada vez mais eficiente, rápido e barato. A sua principal característica é a criação de pontes/bridges para criação de parachains (mecanismo que faz com que você converse com outras blockchains).

Um dos benefícios que os holders/investidores têm, é o poder de governança, ou seja, o detentor dos tokens pode votar para definir o direcionamento da rede. “O investidor deixa um valor em DOT na rede e quanto mais DOTs, mais peso e poder de decisão terá”, explica Lucas Xisto, Head of Asset da Transfero. Ele define como confortável o ambiente da Polkadot para desenvolver operações descentralizadas.

“Essa blockchain veio para resolver o problema de escalabilidade da rede Ethereum e promover a interoperabilidade entre blockchains. A ideia é integrar as operações de uma block com várias outras”, afirma. ”O panorama do mercado hoje é justamente esse: segurança, interoperabilidade e escalabilidade. A blockchain que conseguir abarcar esses três pilares é a que vai deslanchar”, reflete.

ADA

Ada Cardano é a criptomoeda que roda na blockchain Cardano.

Essa blockchain tem a proposta de rodar smart contract, desenvolver, contratos projetos de interesse próprio em vez de só transicionar criptos. Trata-se de um conceito altamente escalável.

A Ada também faz interoperabilidade entre blockchains, ou seja, ela consegue se comunicar com outras redes, com outros sistemas descentralizados. Isso permite que essa tecnologia seja utilizada por várias pessoas. Ou seja, a demanda vai ser alta, a oferta é limitada e o preço acaba por subir no longo prazo.

Essa rede busca trazer a terceira geração de criptomoedas. Só em 2021 já valorizou 982% saindo de US$ 0,21 para US$ 2,25, cerca de R$ 15,00.

SOL

SOL é a cripto que roda na blockchain da Solana.

O paper com ideia da Solana foi publicado em 2019. O projeto é considerado um Ethereum Killer (matador de Ethereum). Segundo os especialistas é um Ethereum melhorado. Consegue escalar produtos financeiros, protocolos DeFi (Finanças Descentralizadas), mas ganhou destaque por ser muito mais barata. As taxas cobradas nas operações custam US$0,05 centavos. Para se ter uma ideia, a rede Ethereum está com taxas extremamente caras que chegam a US$ 100 por transação. Com isso, diversas outras criptos estão migrando parte dos seus tokens para dentro da Solana.

A proposta inicial da Solana era fazer 50 mil transações por segundo. Mas no mês passado ela sofreu uma queda em seus sistema, quando registrava 400 mil transações por segundo (TPS). Com esse problema, as pessoas não conseguiam rodar os contratos na rede e nem transacionar o Sol. Para efeito de comparação, o Bitcoin faz 7 transações por segundo e o Ethereum processa de 15 a 25 TPS.

“Suspeita-se que a Solana sofreu um ataque. O mais provável foi um bug por sobrecarga de operações por segundo. Ela foi concebida para fazer 50 mil e no momento em que a rede parou estava transacionando 400 mil por segundo. A blockchain ficou 16 horas congestionada. Parada. Teve uma votação entre os validadores da rede e eles optaram por reestartá-la. Parar e reiniciar do ponto exato em que a rede travou. Isso fez as cotações caírem de US$230 dólares para menos da metade”, conta Xisto.

AVAX

Avax é a cripto que roda na blockchain da Avalanche.

Lançada em setembro de 2020 com a proposta da blockchain 3.0, a Avax tem o propósito de desenvolver smart contracts, dApps (aplicativos descentralizados), protocolos DeFi e outros serviços financeiros ou não financeiros de forma extremamente rápida em menos de um segundo.

O lema da Avax é “Blazingly fast, low cost, eco-friendly” (extremamente rápida, baixo custo e boa para o meio ambiente). Pretende, portanto, trazer economia, sustentabilidade e eficiência para o mundo das blockchains.

Com boa escalabilidade, essa moeda digital tem a capacidade de fazer interoperabilidade com transações muito rápidas pois também roda o Ethereum. O fundador Emin Gün Sirer foi suspeito durante muito tempo de ser Satoshi Nakamoto (pseudônimo utilizado pela pessoa ou pessoas que criaram a moeda virtual Bitcoin), ou pertencente ao conjunto de criadores do Bitcoin.

A criação foi para buscar resolver o problema de escalabilidade das transações por segundo, que as redes descentralizadas têm. Avax tem a própria blockchain e não usa rede de terceiros como fazem outras criptos. Também vale lembrar que demora menos de 1 segundo para validar as operações, quando as outras demoram de 10 a 15 minutos.

Além disso, o sistema de validação de informações é muito inovador, o proof of stake: uma variação na prova de participação dos usuários.

A Avax também funciona com subnets: um conjunto de subsedes validadoras que operam uma ou mais blockchains. Então, empresas e desenvolvedores podem usar a Avalanche para criar sua própria criptomoeda e criar coisas de acordo com os seus objetivos.

A proposta é unir o mundo das finanças, criptos, blockchains e tornar altamente acessível para as pessoas, investidores e desenvolvedores rapidamente.

Na opinião de Lucas Schoch, CEO da Bitfy, “a Avalanche é extremamente barata e tem uma tecnologia que permite de maneira muito simples mudar de uma plataforma para outra”, diz. ”E teve uma valorização de 2.300% em 2021: saiu de US$ 3,40 para US$ 76”, completa.

Todas essas criptos citadas (Dot, Ada, Avax, Sol) têm uma blockchain concreta (Polkadot, Cardano, Avalanche e Solana). Todas elas desenvolveram soluções para o Ethereum, que é a maior altcoin e segunda criptomoeda, depois do Bitcoin.

Todas funcionam com mecanismos de consenso, proof of staking. Lembrando, que se você deixar as moedas em staking na exchange também consegue renda passiva, que chega muitas vezes a rendimentos de 10% ao ano.

Mas agora vamos falar de um token utility que promete despertar paixões, pois envolve esportes e times.

Chilliz

Chiliz é um token de utilidade da plataforma sócios.com que tem o objetivo de descentralizar e tokenizar o mercado de esportes. É praticamente um meio de campo entre o torcedor e o time favorito. Atualmente esse projeto de criptomoeda tem como parceiras algumas das maiores instituições de esportes internacionais, com times de futebol aderindo tanto fora como dentro do Brasil. Também tem parceria com o UFC, que é uma das maiores instituições de esportes de luta e uma indústria bilionária.

E esse é só começo, provavelmente vamos ver outros esportes e times onde os torcedores conseguem arbitrar dar sua opinião, investir ou qualquer coisa nesse sentido.

A Juventus, clube de futebol italiano, foi o primeiro time a criar uma parceria com essa plataforma.

Um token de utilidade, como o próprio nome diz, não é para comprar e guardar na carteira. É para você usar, fazer suas votações ou arbitrar em algum momento específico. O Chiliz já tem um cartão de débito internacional com o benefício de cashback. Este token vai ser liberado no Reino Unido, na Europa como um todo e nos países asiáticos antes de ser liberado aqui no Brasil.

Os times de futebol têm olhado de uma forma carinhosa para essa cripto. Quanto mais crescer, mais vai ser comentada pelos torcedores e mais o preço vai subir. Mas o contrário também pode ser verdadeiro, por exemplo, se os torcedores e times não virem grande utilidade, o preço pode cair. Mesmo assim, merece ser estudada pelos investidores porque quando um time como o Paris Saint Germain contrata um dos melhores jogadores do mundo como o Messi, que aceita receber o salário na moeda do time… não dá para dizer que não terá futuro.

Só neste o Chiliz ano já valorizou 1.270%. No meio do ano atingiu valorização de 4.300%. Começou 2021 custando US$ 0,021 e hoje custa US$ 0,29.

“O Chiliz cria uma nova indústria, que é a do fan token. O Paris Saint Germain emitiu uma quantidade de moedas no valor de US$ 520 milhões. Tem negociações no mercado de US$ 10 milhões dia. Pode receber e gerar dólar e ouro, se quiser. Ainda não oferece dividendo para o investidor, no entanto, pode trocar por produtos do time, votar, escolher qual jogador vai receber uma premiação. Se eu tenho um token do Corinthians, posso votar, por exemplo, na contratação de um jogador específico. São diversas opções. O torcedor/investidor poderia até receber a rentabilidade da final da Libertadores se o time que estiver no campeonato e tiver o token assim o decidir”, esclarece João Canhada, CEO da Foxbit.

CAKE

A Cake é a cripto da corretora descentralizada PancakeSwap. Essa corretora negocia criptomoedas em fases muito embrionárias, que ainda nem foram lançadas em grandes corretoras. Também permite aos usuários fazerem trocas de tokens e stake, ou seja, gerar renda passiva.

“A Pancake é uma smart conta de negociação. É uma corretora descentralizada que cria contratos online, auditáveis, para comprar e vender ativos entre si. Usa a estrutura da blockchain Ethereum, onde a corretora Binance criou uma segunda camada que usa para comprar e vender ativos que não negocia. Ou seja, PancakeSwap é uma corretora descentralizada dentro do blockchain da corretora Binance”, explica. “Não existe regulação, nem controle. A cripto dela dá a governança nesse contrato distribuído, e os investidores que possuírem a Cake podem tomar decisões pelo voto no futuro dessa corretora, como por exemplo, diminuir taxas”, explica João Canhada, CEO da Foxbit.

Uma das vantagens é que ela oferece stake de ações com grande potencial de valorização, porque ainda estão para ser lançadas. Exemplificando: no stake praticado pelas grandes corretoras a rentabilidade atinge de 8% até 10%. Quando você deixa suas criptos custodiadas na Pancake, tem tokens que oferecem rentabilidade de até 90%. Mas atenção: não existe almoço grátis. Essa rentabilidade só é possível nas moedas de altíssimo risco que você encontra nessa plataforma. Por exemplo, o investidor consegue obter em um ano R$ 9 mil com a cripto Cake, com um investimento de R$ 10 mil, mas entre os riscos que esse investidor corre, podemos citar: o contrato inteligente pode deixar de funcionar, outra corretora pode tomar o lugar da PancakeSwap, a Pancake pode desvalorizar muito, a sua conta pode ser hackeada.

Para quem quiser aplicar, a recomendação é utilizar apenas uma pequena parte da carteira, de 1% até 5% no máximo, e fazer o stake. Mas isso já é assunto para outra matéria.

A Cake está hoje com uma rentabilidade de 4.000%. Saiu de US$ 0,58 e vale US$ 20. Mas já chegou a atingir 8.000% este ano, ou cerca de US$ 40.

Como comprar Criptomoedas

Aqui no Brasil já temos ETF (Exchange Traded Funds). Em outras palavras, esse termo ETF pode ser definido como um fundo de investimento que se baseia em índices da Bolsa de Valores (B3). Ou seja, de maneira simplificada, esses fundos de índices são como cestas de criptomoedas negociado na Bolsa de Valores.

Mas se você quer comprar uma cripto específica, terá que abrir uma conta em corretoras de criptomoedas, como a Binance, Kraken, ou OKEX, no exterior, ou ainda nacionais, como Foxbit e Mercado Bitcoin.

Se você preferir, pode investir nos fundos de criptomoedas mais acessíveis do mercado abrindo uma conta gratuita na XP.

Para saber ainda mais como investir melhor nessa classe de ativos: conheça o curso Criptoinvestidor, do InfoMoney.


Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/as-criptomoedas-mais-promissoras-para-ficar-de-olho-2021/