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Como funciona uma carteira de bitcoins?

25/02/2022

Você sabe o que é uma carteira de bitcoins? Essa é uma ferramenta utilizada para armazenar as chaves privadas das criptomoedas. Entenda como funciona!

Embora não existam fisicamente, as moedas digitais têm características próprias e chamam a atenção de diversos investidores pelo potencial de valorização. Se você tem interesse nos criptoativos, precisa entender como funciona uma carteira de bitcoins.
Afinal, quem compra criptomoedas precisa armazená-las, o que pode acontecer de três formas diferentes. É possível deixar a custódia com a empresa em que as moedas foram compradas, adquirir uma carteira física ou utilizar uma carteira digital.
Neste artigo, você entenderá como funciona uma carteira de bitcoins e como se expor ao mercado de moedas digitais de maneira segura e regulamentada. Vamos lá?

O que é e como funciona uma carteira bitcoin?

Se você tem interesse em investir em bitcoins, precisa saber que existem duas maneiras principais de fazer isso. A primeira é pela compra direta das criptomoedas. O processo ocorre em instituições chamadas de exchanges. Já a segunda é recorrer aos fundos de investimento.
Na compra direta, as moedas digitais precisam ser armazenadas para que não sejam perdidas ou roubadas. Esse armazenamento ocorre em carteiras, também conhecidas como wallets. Na prática, elas guardam as chaves — formadas por uma sequência de números — que dão acesso ao seu saldo.
Ademais, elas podem ser públicas, usadas para enviar e receber os criptoativos, funcionando como uma espécie de endereço, ou privadas. Nesse caso, as chaves funcionam de maneira semelhante à senha de um cofre e não devem ser repassadas a terceiros.
Ao fazer a transferência de criptomoedas para uma carteira, a operação fica registrada no blockchain. Assim, a carteira de bitcoins funciona como uma ferramenta que permite acessar e controlar seus ativos digitais.

Quais são os tipos de carteira de bitcoins?

Ao comprar bitcoins, é possível armazenar os ativos na própria exchange que vendeu as criptomoedas, utilizar uma carteira digital ou adquirir uma carteira física. Em geral, a primeira alternativa é mais utilizada pelos iniciantes nesse mercado.
Dessa forma, é preciso apenas deixar os ativos com a plataforma. No entanto, se você busca mais segurança, vale entender como funcionam os diferentes tipos de carteiras. Os modelos digitais são programas que podem ser baixados em computadores e smartphones.
Normalmente, elas são gratuitas e permitem armazenar outras criptomoedas além do bitcoin. A modalidade também permite fazer o backup, ou seja, restaurar a carteira em caso de problemas em relação aos dados.
Já as carteiras físicas são dispositivos que se assemelham a pendrives. Elas guardam as chaves e os criptoativos, mas normalmente os dispositivos não são gratuitos. Além disso, será necessário manter backups físicos.
Dessa maneira, a alternativa mais adequada dependerá das suas necessidades e preferências, considerando os diferenciais de cada solução.

Quais são os riscos relacionados à compra direta do bitcoin?

Agora que você sabe o que é e como funcionam as carteiras de bitcoins utilizadas na compra direta do ativo, precisa conhecer os riscos associados a essa escolha. Ao optar por deixar suas moedas digitais na exchange, você estará mais exposto ao perigo de perdê-las.
Isso porque essas plataformas são muito mais visadas por cibercriminosos, em função do volume financeiro contido nelas. Da mesma forma, as carteiras digitais também estão suscetíveis aos ataques de hackers e criminosos.
Além disso, se você armazenar as moedas em uma carteira digital e esquecer a chave de acesso, existe o risco de perder o investimento realizado. Esse risco também existe nas carteiras físicas.
Outro problema do investimento direto em bitcoins é o fato de as criptomoedas não serem regulamentadas no Brasil. Dessa forma, não existem regras que garantam a proteção institucional dos investidores.

Como se expor ao mercado de bitcoin de maneira regulamentada?

Como você percebeu, existem diversos riscos envolvidos na compra direta de bitcoins. Então eles devem ser considerados no momento do investimento para que você não corra riscos maiores do que é capaz de suportar.
Nesse sentido, existem meios para investir com maior segurança. O mercado financeiro já oferece possibilidades para o investidor que deseja se expor ao segmento de criptomoedas no Brasil de maneira regulamentada.
Conheça as principais alternativas:

ETFs

ETF é a sigla para exchange traded fund, também conhecido como fundo de índice. Trata-se de um fundo de investimento que visa acompanhar ou replicar o desempenho de um indicador do mercado financeiro.
É comum encontrar ETF que espelham índices de ações, mas eles não são os únicos disponíveis no mercado. Os fundos de índice também podem usar indicadores de criptomoedas como referência. Como exemplo, você pode estudar sobre o HASH11.
Ele foi o primeiro ETF de criptomoedas disponibilizado na bolsa de valores e é baseado no Nasdaq Crypto Index (NCI). O índice visa refletir o desempenho do mercado de ativos digitais. Para isso, considera uma carteira teórica formada pelas criptomoedas mais negociadas no mercado.
As cotas do ETF são negociadas em reais, na bolsa de valores. Ao incluir esses veículos de investimento na sua carteira, ela estará exposta ao desempenho dos ativos digitais, sem a necessidade de fazer a compra direta.

Fundos de criptomoedas

Outra possibilidade é adquirir fundos de investimentos que alocam parte de seus recursos em criptoativos. Essa alternativa também oferece maior segurança institucional e facilidade aos investidores.
Nesse caso, você pode expor seu capital aos bitcoins ou outros criptoativos sem depender da compra direta. A principal diferença para os ETFs é que os fundos investem diretamente em moedas digitais em proporções variadas.
Existem fundos de criptomoedas que destinam uma porcentagem mínima a esse tipo de ativo — por exemplo, 20% do patrimônio. Outros podem ter exposição superior, mas isso implica em riscos mais elevados. Ao mesmo tempo, há maior potencial de ganhos nessas alternativas.
Esses fundos são disponibilizados na plataforma da sua corretora de valores. Portanto, é importante contar com uma instituição financeira de qualidade e que ofereça diferentes oportunidades de investimento.
Por fim, saiba que os fundos de criptoativos podem ser restritos a investidores qualificados, dependendo do nível de exposição às moedas digitais. São assim considerados os investidores com mais de R$ 1 milhão aportados ou que tenham certificação profissional do mercado financeiro.
Entendeu como funciona uma carteira de bitcoins? Lembre-se de que é importante avaliar os riscos envolvidos na compra direta das criptomoedas antes de investir. Além disso, você pode recorrer a outras oportunidades no mercado financeiro que contam com segurança institucional.
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